Comunicar, pensar, pulsar
October 31, 2005Teorias do Lucien Sfez à parte (quem não conhece, não sabe o que está ganhando), é bem frankenstein a forma que nós, homens-cebola (sim, este é um post post-moderne), nos comunicamos ultimamente. É uma coisa mais artificial que chapinha japonesa e, ao mesmo tempo, tão blasé quanto qualquer freqüentador da Sala Especial nos bons tempos.
Eu, por exemplo, que nasci pro mundo virtual já com um PC XT, hoje não me vejo conectado por menos de dez horas por dia e há mais de dois anos não compro um CD. Quando sinto saudades dos amigos ou quero conhecer gente nova, entro no Orkut. Pra saber como estão as coisas de uns poucos, bons e engraçados, clico nos links aí ao lado (lá dispostos por puro e completo interesse).
Isso sem contar uma olhadinha rápida em duas contas de email pessoais (fora as trocentas que redirecionam pra elas) e uma reviradinha básica em cinco ou seis sites que deu preguiça de assinar por RSS. Daí que você chega à conclusão que o mundo anda tão, mas tão virtual, que até esqueceu pra quê começou a postar.
Falta muito pra Belíssima começar?






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