Renovar o homem usando borboletas

Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a mim mesma

Do meu perfil no orkut

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 1:17 pm on Friday, December 7, 2007

VIVER, VIVER, VIVER!
Me conheço mais, me aceito mais, espero menos de tudo ao mesmo tempo espero tudo e não me contento com menos; encontrei no teatro meu lugar no mundo; felicidade e tristeza agora importam pouco (IAZUL, tudo passa), me sinto completa em mim mesma; amo amar, amar tudo, o mundo, a humanidade, a arte, as palavras, as pessoas, parar e ficar o tempo que for olhando um reflexo de sol numa folha seca; surto, mas de animação, Deus é acima de tudo, é em mim e é em tudo, A ALMA DO MUNDO sou eu, é Ele e somos todos, já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora, não sou alegre o tempo todo mas sou feliz, porque SOU, a ansiedade eu joguei fora e abri meus braços para o hoje.

 

*

 

Eu ardo!

 

E essa intensidade às vezes me consome, para o bem e para o mal.

Deu vontade de escrever

Filed under: Luzes da ribalta,Vida e nada mais — bipiragibe at 6:37 pm on Wednesday, November 7, 2007

Tem dia em que é estranho estar tão longe de casa. Sinto estar perdendo alguma coisa, todo um mundo lá em São José. Não que eu não sinta que meu lugar é aqui e minha vida está exatamente no rumo em que lutei para colocá-la. Mas eu queria poder ter tudo ao mesmo tempo. Ser tudo. Estar em todos os lugares, com todas as pessoas, vivendo muitas vidas paralelas.

Tenho certeza de que se eu fizesse o caminho de volta, ou se talvez nunca tivesse partido, eu sonharia com minha vida de hoje. Seria um certo vazio constante, eu acredito, enquanto esse sentimento que descrevo agora é raro. Afinal, vocação é vocação, e nos move, tanto que me moveu até aqui. Mas, quando vem essa melancolia, não dá pra ignorar.

Porque o meu pacote São Paulo vem não apenas com a maravilha do teatro, da minha liberdade e do meu indescritível círculo maluco de amigos, mas vem também com a ausência de um companheiro – e das perspectivas de família num médio prazo – e, enquanto trabalho muito plantando pra colher depois, a ausência de dinheiro também. Isso não facilita as coisas.

Enquanto isso meus amigos estão noivando, casando e tendo filhos. Ok, e separando também, de vez em quando. Não só os amigos, mas aquelas pessoas com que convivi desde a infância, que acabam de algum modo sendo também uma referência.

Eu vi no orkut a foto do casamento de uma dessas pessoas, cercada de velhos amigos meus, e foi quando essa sensação me atropelou.

Eu não estou lá, não só tendo também essa vida, mas nem mesmo compartilhando. Não vou aos casamentos, aos batizados, aos happy hours nem aos churrascos.

E, se vou, o que é cada vez mais raro, ouço então sobre as fofocas e as fraldas. Adoro. Mas às vezes queria também que me ouvissem falar sobre minha vida no teatro. Não ouvem. Não há interesse… porque é distante demais.

Não esqueci São José, mas ando achando que São José me esqueceu. Não estou a cento e sessenta ou sei lá quantos quilômetros de lá. Estou a anos-luz.

E de vez em quando isso dá saudades.

Meu resumo do Macunaíma

Filed under: Luzes da ribalta — bipiragibe at 8:33 pm on Saturday, February 3, 2007

A melhor descoberta: Gota d’Água
A força e a constância da July, a mão delicada e firme da Gi, a emoção da criação da cena, o entusiasmo na composição da personagem e da minha galinha cenográfica, o excesso de nervosismo no dia da apresentação, parecendo uma doida  

A melhor coxia: Turistas e Refugiados
Os pulinhos de energização e farra antes da peça, o emocionado abraço de concentração no Eddie, a pressa do Evandro em vestir minha barriga e a minha em vestir a Glenda, o momento de conexão com meu bebê de mentira, os abraços em pêndulo  

O melhor camarim: Bonitinha, mas Ordinária
No pior de todos os camarins, o minúsculo do teatro 3, aquela energia que nos uniu pra sempre, enxugando o suor do Na, trocando o Rafa mil vezes, sendo transformada de velha em adolescente em um minuto cravado, com muita ajuda de Dani e cia  

A melhor lágrima: Rasto Atrás
Numa peça tão linda e com um grupo tão sensível, que chorar em pleno ensaio era comum (principalmente levando na mão uma gardênia). Na última sessão, o choro comovido durante quase toda a peça, sentados ali, à vista do público  

A melhor reação de público: Fama
No semestre em que namorar era mais importante que qualquer coisa, os olhos claros, as fugas e os abraços no chão do palco… e canto, dança, muita confusão para culminar, na coreografia final da última sessão,  no público acompanhando a música com palmas  

O melhor momento “ai, que orgulho”: Assis Valente
Nos aplausos da última sessão, lágrimas nos olhos ao som de “Brasil Pandeiro”, explodindo de alegria e sensação de missão cumprida ao admirar a conquista do grupo. Para ainda ser homenageada com o mais lindo buquê de flores  

O melhor aplauso: Do Jeito que Você Gosta
Já deu pra perceber a importância que a última sessão tem pra mim? Imaginem então o último aplauso, da última sessão, da última peça do curso… a expressão de meu rosto,  registrada na câmera pra sempre, diz tudo. Caí em lágrimas depois, é claro. 

“Quem sou eu”

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 6:35 pm on Friday, February 2, 2007

Meu perfil do orkut tava meio poluído de tantas definições… tô deletando de lá mas, como elas são verdadeiras, vou trazê-las para cá:

Eu nunca pensei em emagrecer enquanto durmo

Eu sou
Eu sou
Eu sou amor da cabeça aos pés

Só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade.

Aprendi no filme de mulherzinha “O amor nao tira ferias”: hora de começar a agir como a atriz principal, e nao a melhor amiga, no filme da minha vida.

“A coisa que é realmente difícil, e realmente incrível, é desistir de ser perfeito e começar o trabalho de se tornar si próprio.”
-Anna Quindlen

O Cotidiano de uma Lenda

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 6:33 pm on Friday, February 2, 2007

Trechos desse livro maravilhoso, que mostra troca de cartas entre integrantes do Teatro de Arte de Moscou… indico ve-e-men-te-men-te para todos os meus amigos atores!!!

 LIÇÕES DE VIDA:

“Um teatro de alguma importância e significado fala de coisas que são importantes e significativas. A fim de que seja ouvido, é preciso que tenha diretores talentosos, atores talentosos, designer talentosos etc… prcisam se preocupar e se incomodar com os aspectos importantes da vida, como é sabido pela maior parte das pessoas. A arte, mesmo quando seus devotos não estão conscientes disso, assume essa tarefa primordial. Os melhores trabalhos no mundo têm provocado esse mal-estar sobre a vida e seus diferentes fenômenos. Quando a arte cessa de servir a esse fim, ela se torna um brinquedo para os bem nutridos… E, quando certa instituição artística ou certo extrato da sociedade ou uma nação inteira ficam satisfeitos com a arte que só trata de ninharias, então essa instituição artística, esse extrato ou essa nação inteira chegaram ao fim de seus dias… O teatro, como qualquer grande arte, precisa responder às tendências positivas da vida contemporânea. Caso contrário, como instituição, está morto”.

(De Nemiróvitch-Dântchenko para os Membros da Associação do Teatro de Arte de Moscou)

“Mas essa situação conduz ao resultado assustador de que em nosso teatro a forma abafa o conteúdo e que, em vez de cultivarmos um grande teatro com uma vasta influência educativa, estamos nos transformando em um teatro de arte insignificante que constrói explêndidas estatuetas para os gentis, queridos e preguiçosos moscovitas… Temos de tirar essa pátina que se tornou um cancro, de forma que, como antes, estejamos livres… da moda, da busca pela vitória e seus prazeres, do desprezo pelas peças inteligentes, da ressureição dos sonhos de ter casa lotada, da perda da fé na força artística e talvez de muitas outras coisas…”

(De Nemiróvitch-Dântchenko para Stanislávski)

“… é preciso abandonar de uma vez por todas as preocupações que concernem ao sucesso e ao fracasso. Isso não lhe diz respeito. Seu dever é o de trabalhar pouco a pouco, um dia após o outro, em surdina, estar preparada para cometer erros, que são inevitáveis, para fracassar; em resumo, preservar cuidadosamente seu trabalho como atriz e deixar que os outros contem as chamadas de cortina. Escrever ou atuar e, ao mesmo tempo, julgar o que se faz, isso não é o que importa…”

(De Tchékhov para Olga Knípper)

“A procura por novos horizontes, por novos caminhos e meios para expressar emoções humanas requintadas e as preocupações que vêm com elas, isso é realmente a atmosfera do ator… Ele sempre almejará pessoas e vida… E assim, caminhe com um andar torcido, ou com as costas curvadas de uma mulher velha, ou com o porte majestoso de uma rainha, mas nunca em coturnos, essas invenções insensatas do convencionalismo humano. Deixe que seus pés andem sobre a terra de verdade – úmida, molhada, viva. Se entrar na lama, não tenha medo, lá também a senhora poderá encontrar uma pedra, talvez uma bela pedra que a senhora poderá usar para pisar sem medo de sujar seus pés… Deus permita que a senhora encontre um modo de trazer toda a verdade e toda a beleza da vida ao palco”.

(De Stanislávski para Vera Kotliarévskaia)

Meu herói!

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 6:22 pm on Wednesday, January 24, 2007

Viva o Rafa, grande matador de barata!!!

Como é bom ter um homem em casa de vez em quando!

O maior pavor de quem mora só

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 10:07 pm on Sunday, January 21, 2007

é uma BARATA.

A minha me manteve ocupada por meia hora, suando, berrando, pulando, jogando chinelo e correndo em fuga.

Pra desaparecer, provavelmente debaixo da minha cama.

Socorro!!!!!

Retorno de Saturno?

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 9:48 pm on Saturday, January 6, 2007

Eu sinto falta de quando levava, nos olhos, lentes cor-de-rosa.

De repente o mundo parece todo errado, os ideais são impossíveis, as pessoas, decepcionantes. Um mundo muito humano e pouco divino. Parece que entendi tudo errado até agora, sonhei demais.

Tenho vontade de repetir, como a Blanche de “Um Bonde Chamado Desejo”: Não quero realismo. Quero mágica! Mas então me lembro que a personagem termina a peça em um hospício…

Tá bem, estou tentando ser mais realista, mas como é esquisito e truncado, feito de pessoas solitárias e tristes, como falta comunicação e amor nesse mundo sem o filtro otimista da Polyana.

É isso, falei. Quem sabe quando tomar pé desse novo ano e me encher de atividades meu espírito não se anime um pouco mais.

2006 em patchwork:

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 2:06 pm on Monday, January 1, 2007

Costurando minha própria colcha de retalhos (vermelhos e dourados). Bordando luas em peixes, planetas afogados e trinta e duas mil estrelas. Remendando heróis no céu e Deus cá dentro. Arrematando um ano de alegrias tão altas quando as nuvens e dores tão profundas quanto o oceano…

Que venha 2007.

Seguindo

Filed under: Vida e nada mais — bipiragibe at 2:00 am on Wednesday, December 20, 2006

A gente se sente tão frágil nesse país de polícia filha da puta. Um bêbado fardado me botou tanto medo hoje. Eu só fiz chorar. Fazer o que nesse país de insegurança? É tão difícil não ter mais ninguém, além de Deus, a cuidar da gente.

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